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A Multiforme Graça Divina na Constituição Familiar
Introdução
O debate sobre o padrão adequado de constituição familiar tem sido tema de estudos sociais, filosóficos, humanistas e teológicos. Tradicionalmente, a família nuclear, composta por homem, mulher e filhos, é apontada por muitos grupos religiosos como modelo ideal, enquanto outras formas são vistas como desvios do padrão “correto”.
Entretanto, a Bíblia apresenta diversas formas de constituição familiar, indicando que a graça de Deus transcende definições humanas. Este estudo busca analisar essas diferentes formas à luz das Escrituras, ressaltando a centralidade da vontade divina e do amor como fundamento da família.
Desenvolvimento
1. Família Substituta
A Bíblia apresenta exemplos de famílias constituídas por adoção ou cuidado substitutivo. Moisés, após ser desmamado, foi adotado pela filha de Faraó, tornando-se seu filho de coração: “E a filha de Faraó disse: ‘Este é um dos filhos dos hebreus’; e ela lhe chamou Moisés, e ele foi por ela como filho” (Êxodo 2:10). De maneira similar, Samuel foi criado no templo pelo sacerdote Eli, recebendo cuidado parental e educação espiritual (1 Samuel 2:18-21; 3:1). Tais exemplos evidenciam que a família pode ser formada por laços de amor e cuidado, mesmo sem vínculo biológico.
2. Família Monoparental
O modelo monoparental também é reconhecido nas Escrituras. A viúva de Suném recebeu ajuda de Eliseu, demonstrando que mães podem formar famílias sólidas e receber bênçãos divinas mesmo na ausência do pai: “A viúva disse a Eliseu: ‘O teu servo meu marido está morto, e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor’” (2 Reis 4:1).
3. Família Afetiva
O relacionamento entre Rute e Noemi evidencia a constituição de famílias baseadas no afeto, na fidelidade e no companheirismo, independentemente de laços sanguíneos: “Para onde quer que fores, irei eu; e onde quer que pousares, ali pousarei eu. O teu povo será o meu povo, e o teu Deus será o meu Deus” (Rute 1:16). Essa forma de família ressalta que os vínculos emocionais e espirituais também têm validade diante de Deus.
4. Família Parental
Ester foi criada por seu primo Mordecai, demonstrando que o cuidado parental pode assumir formas não tradicionais: “Mordecai tomou Ester, sua filha, para criá-la como filha” (Ester 2:7). Essa prática evidencia que a parentalidade pode se estender além da biologia, enfatizando proteção, orientação e educação.
5. Família Nuclear
O modelo clássico de família nuclear é exemplificado por Isaque, Rebeca e seus filhos: “E Rebeca amava a Isaque; e Isaque se afeiçoou a ela, e ela lhe deu Jacó e Esaú” (Gênesis 25:28). Este caso representa o padrão tradicional, reconhecido e valorizado na tradição judaica e cristã.
6. Família Expandida
Jesus amplia a definição de família, afirmando que aqueles que fazem a vontade de Deus são seus verdadeiros familiares: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Porque quem fizer a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e mãe” (Mateus 12:46-50). Este conceito enfatiza a dimensão espiritual e relacional da família.
7. Família Modelo/Messiânica
José, esposo de Maria, assumiu o papel de pai de Jesus, cumprindo a vontade divina: “Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo” (Mateus 1:16). Este exemplo demonstra que a família ideal não se baseia apenas em normas sociais, mas na fidelidade à vontade de Deus, com amor e obediência como fundamentos centrais (Lucas 2:1-7).
Conclusão
A análise bíblica revela que a constituição familiar não deve ser limitada a padrões humanos, mas orientada pela vontade de Deus. A multiforme graça divina permite que todos os que O temem e praticam a justiça sejam aceitos diante d’Ele (Salmo 15:1-5; Romanos 2:10-11).
Além da definição etimológica de “família”, historicamente associada a “escravo doméstico”, a Bíblia demonstra que os laços de amor, cuidado e fidelidade são os verdadeiros elementos que definem a família. O amor, como vínculo maior, deve permear todos os relacionamentos: “O amor é paciente, o amor é bondoso... E agora permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:4-13). Deus é a fonte de todo amor: “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1 João 4:8).
Dessa forma, a constituição familiar deve ser compreendida não pelo padrão social, mas pelo cumprimento da vontade divina, que se manifesta em cuidado, fidelidade, proteção e amor mútuo.
Referências Bíblicas
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Êxodo 2:10
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1 Samuel 2:18-21; 3:1
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2 Reis 4:1
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Rute 1:16-17; 4:13-17
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Ester 2:7
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Gênesis 25:28
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Mateus 12:46-50
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Mateus 1:16; Lucas 2:1-7
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Salmo 15:1-5
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Romanos 2:10-11
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1 Coríntios 13:1-13
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1 João 4:8
Comentários:
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V.1-17 Mesmo sendo José pai adotivo, o
Evangelho de Mateus traz a genealogia de Jesus de acordo com o sistema legal
judaico. Mateus demonstra a linhagem real de Jesus, algo que para os judeus
significava muito, em vista das profecias que ligavam Jesus a Davi.
V.1-17 Na genealogia de Jesus, encontramos a
imagem da graça salvadora através dos tempos, em especial ao nos depararmos com
o nome Raabe – (Juizes 2:1-24), que representa todas as pessoas, escravizadas
pelo pecado, condenadas à destruição, mas que receberam a salvação em casa, ao
abrir as portas para os servos de Deus – a fita de escarlata pendurada na
janela de Raabe representa o sangue do cordeiro de Deus, que nos libertou em
três esferas – (1) do poder do pecado – “eis
o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” – (João 1:29); (2) da
condenação do pecado – “Porque, se pela
ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a
abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus
Cristo.” – (Romanos 5:17); (3) e nos livrará do corpo do pecado. “(…) nós seremos transformados. Porque convém
que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é
mortal se revista da imortalidade. – (1Coríntios 15:52-53).
V.16 Dizer que pessoas do mesmo sexo não
podem constituir família é tão errado quanto dizer que Jesus era filho legítimo
de José, ou que Deus privou José e Maria da vida sexual após o nascimento de
Jesus (V.25). O que se sabe sobre a família em que Jesus nasceu é que, para
além dos padrões sociais e religiosos da época, havia total coerência com a
vontade divina, tanto da parte de José como da de Maria.
V.19-20 José, sendo
justo (dikaios: o que anda de
acordo com as leis de Deus e dos Homens), estava de acordo com a vontade de
Deus, foi peça fundamental para o acolhimento de Jesus. Maria concedeu a
nacionalidade, pois todo judeu deveria ser gerado no ventre de uma judia; José
concedeu a linhagem real, pois era descendente de Davi.
V.21 O
nome Jesus
apontava para o propósito de Deus em relação à humanidade – Jesus: “Javé é a Salvação”.
V.22-23 As citações do Antigo Testamento
fundamentam os acontecimentos em relação à vinda do Messias. O Antigo
Testamento está no Novo e o Novo no Antigo: os livros se comunicam, apesar das
diferenças de tempo, lugar, autores e propósitos.
V.23 Emanuel
(Immanu-el): “Deus Conosco”. A obra de Cristo não se resume em apenas salvar
as pessoas do poder do pecado e da morte, mas em estar com elas – o mesmo que
salva é o mesmo que quer estar permanentemente conosco.
V.24 José é um exemplo de obediência,
realmente um dikaios - justo.
V.25 Maria e José não tiveram vida sexual
ativa até que Jesus nascesse. A partir de então, eles consumaram o casamento
pelo ato sexual, de acordo com o costume dos judeus.
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