- Medidas Espirituais – Apocalipse 11:1;
- Pensamentos sobre João 2:11;
- Três pensamentos sobre o crescimento de Jesus – Lucas 2:52;
- Filhos da mão direita – Gênesis 35:16-18;
- Pelo sangue e pela água – João 19:34;
- É de Deus! – Mateus 6:13;
- Os dois jardins – João 20:11 e Gênesis 2:8;
- Judas, currículo impecável, mas caráter duvidoso – João 12:4-6;
- O galo cantou! – João 13:36-38;
- À meia noite – Êxodo 12:29;
- Tipos de Graça – Romanos 5:20;
- Deus está afetado, envolvido e tocado por você.
Nunca devemos nos esquecer que Paulo está escrevendo no contexto social greco-romano. Fazemos injustiça à Bíblia quando lemos as Escrituras com uma compreensão moderna da intimidade sexual comparada ao ethos cultural existente em seu próprio tempo. No mundo grego antigo, a pederastia — uma relação sexual entre adultos e crianças — era muitas vezes comum e praticada extensivamente como um tipo de ritual de iniciação masculina. Os costumes sexuais gregos influenciaram a cultura romana, com a ressalva de que as relações entre o mesmo sexo entre os romanos em geral se davam entre um amo e seu escravo. É a este mundo greco-romano que Paulo escreve suas cartas.
Arsenokoites é mais difícil de traduzir porque o termo parece ter sido cunhado por Paulo, não aparece em outras literaturas antigas nem é utilizado por autores posteriores. Arsenokoites denota o papel passivo adotado pela prostituição masculina. Se levamos em consideração que havia mais de mil prostitutas e prostitutos que trabalhavam em Corinto no templo de Afrodite e que a prostituição masculina se praticava amplamente na Grécia, 1 Coríntios e 1 Timóteo poderiam estar se referindo a estes prostitutos, concretamente os prostitutos masculinos que ainda eram crianças?
O que estas passagens bíblicas condenam, portanto, é a pedofilia e a prostituição masculina (comparada à prostituição feminina que parece ser dada como óbvia), não uma relação de amor entre homens.


